TCJ NEWS busca

Haddad destaca nova fase entre Brasil e EUA: “Hora de virar a página”

Haddad destaca nova fase entre Brasil e EUA: “Hora de virar a página”

Ministro aponta disposição mútua de Lula e Trump para superar impasses e ampliar cooperação econômica e ambiental 

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (7) que poderá se reunir com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante sua próxima visita oficial ao país. A declaração foi feita no programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC, onde Haddad abordou o novo momento nas relações entre Brasil e EUA após o recente diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

A conversa telefônica entre os dois líderes foi classificada como "positiva" por Haddad, que vê nela um marco para romper com o período de distanciamento e desconfiança entre as nações.

“Acredito que vai distensionar e abrir espaço para uma conversa franca, uma conversa produtiva”, afirmou.

Reaproximação política e econômica

Haddad disse que a iniciativa de Lula e Trump demonstra “determinação em virar a página equivocada” nas relações bilaterais. O ministro também destacou a necessidade de reorganizar o campo diplomático em torno de interesses mútuos, com ênfase em cooperação econômica e reconstrução do diálogo político.

“Há muitas oportunidades para os EUA investirem na América do Sul”, reforçou, citando déficits comerciais históricos da região com os norte-americanos.

Investimentos sustentáveis e integração regional

O ministro defendeu a exploração estratégica de terras raras e o avanço em projetos de transformação ecológica como possíveis caminhos para estreitar as relações entre os países, de forma solidária e sustentável.

“Temos uma pauta ambiental que interessa ao mundo. O Brasil pode liderar uma virada de chave com desenvolvimento inclusivo”, disse.

Segundo Haddad, o diálogo com os EUA precisa ser ancorado em uma agenda comum de justiça social, integração econômica e transição verde, rompendo com o neoliberalismo excludente que historicamente distanciou as prioridades populares da política externa.

Por: Redaçâo Local | Jailson Santos