
Parecer da Câmara considera “incompatível” chefiar a Minoria fora do país; tentativa de blindagem da oposição fracassa enquanto denúncias por coação avançam
Parecer técnico e dever funcional
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), barrou a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para líder da Minoria. A decisão se amparou em parecer da Secretaria-Geral da Mesa:
“A ausência de comunicação prévia sobre o afastamento do território nacional [...] constitui violação do dever funcional”, diz o texto, ao considerar “incompatível” exercer a liderança estando nos EUA desde março. Motta já havia classificado o caso como “atípico”, sinalizando que analisaria o tema antes de oficializar qualquer nome.
Ausências e risco de cassação
Com o fim da licença de 120 dias em julho, as faltas de Eduardo voltaram a ser computadas, abrindo espaço para processo no Conselho de Ética. Paralelamente, a PGR denunciou o deputado e o influenciador Paulo Figueiredo por coação no curso do processo que envolve a tentativa de golpe. Na narrativa da esquerda, impedir a blindagem de ausências preserva a soberania popular e a responsabilização democrática diante de quem atua no exterior por sanções contra o próprio país.
“Não posso concordar com a atitude de um parlamentar que está fora do país, trabalhando para medidas que tragam danos à economia do Brasil.” — registrou a Presidência da Câmara ao embasar a negativa.
Por: Redaçâo Local | Jailson Santos


